- Por Jorge Wamburg -
Uma das coisas mais deprimentes nos meios de comunicação brasileiros atualmente é o espaço aberto para esse famigerado esquema de lutas de UFC e outras siglas idiotas que estavam restritas ao SporTV, mas agora já chegaram à TV Globo, com a narrtação do Galvão Bueno pra aumentar a audiência (se é que aumenta).
Claro que há todo um esquema comercial internacional por trás desse festival de bestialidade e a Globo resolveu faturar os milhões de dólares que rolam negócio, abrindo espaço também no seu jornalão para noticiar esses “duelos” e promover os brutamontes que participam como se fossem verdadeiros heróis nacionais.
Isso vai rolar até o dia em que alguém morrer ou sair aleijado do "Octógono", como é chamada a jaula onde essas feras se enfrentam. Aí, vão fazer matérias tirando o corpo fora, dizendo que os lutadores, o juiz, o público é que foram culpados e outras baboseiras que a TV do Jardim Botânico vai alegar pra livrar a sua responsabilidade.
A verdade é que essas lutas não têm nada a ver com esporte. São é mais um exemplo – péssimo, principalmente para as crianças – de selvageria num país onde a violência já faz parte do nosso dia a dia. Elas não têm nada a ver com boxe, judô e outras modalidades de luta que têm um conteúdo esportivo e respeitoso entre os adversários.
O vale-tudo de Vitor Belfort, Anderson Silva, Rodrigo Minotauro e outros valentões não passa de briga de rua que a televisão está glamourizando com a sua insaciável vocação para valorizar o que não presta.
O pior é que tudo isso está ocorrendo sem que o Ministério da Justiça dê a menor bola para a péssima influência que podem ter sobre crianças e adolescentes esses duelos, em que os sujeitos só faltam levar facas pra enfiar no adversário. Mas um dia, quem sabe, eles chegam lá...
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