sábado, 29 de outubro de 2011

A Última do Aldo

 - Por Jorge Wamburg -
O novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, já deixou claro que não vai respeitar o estatuto do seu partido, o PCdoB – Partido Comunista do Brasil – na gestão do Ministério. 
Não é de admirar.
Pelo que já aprontou na política brasileira, Aldo é o tipo de cara que só tem compromisso com o seu projeto político de estar sempre bem na foto. Graças a isso, chegou até presidir a Câmara, onde vivia dando “Graças a Deus” no plenário, pra fazer média com a galera. Depois, como relator do projeto do novo Código Florestal, colocou-se a serviço dos desmatadores e ruralistas, em troca não se sabe de que, e produziu o pior relatório que se poderia esperar de alguém com sua origem “esquerdista”.

Agora, a pisada na bola é com o próprio partido, cujos princípios ele renega ao afirmar que não vai respeitar compromissos partidários no preenchimento dos cargos do Ministério.  O artigo 59 do Estatuto, diz que  qualquer de seus filiados que esteja no exercício de cargos públicos deve estar "a serviço do projeto político partidário" definido pelo Comitê Central (O Globo, 29 10 11).

Mas Aldo já tem uma resposta na ponta da língua para fugir da obrigação: “Meu compromisso, como ministro do Estado brasileiro, tem de levar em conta, antes de mais nada, os interesses do país e de sua população”. É, tem razão. Exatamente como ele fez como relator do Código Florestal.

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