quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ninguém é favorito da Copa América

Por Jorge Wamburg
Ganhamos, conforme eu previ ontem (13) e, se não fosse o Júlio César, teria sido uma goleada de 4 a 0. 
Apesar dos sustos com uns chutes perigosos dos equatorianos de fora da área, a seleção fez o que precisava e, mesmo sem dar show, garantiu a classificação para as quartas-de-final, com um 4 a 2 que demonstra bem a sua superioridade técnica sobre o Equador. 

Neymar e a dupla aviária Pato e Ganso 
jogaram uns 20% do que sabem e isso bastou, num dia em que a zebra só apareceu no início e depois foi comer seu capim sem incomodar mais ninguém. 
Não vou perder tempo com altas elucubrações técnicas, pois não sou comentarista de TV, que precisa justificar o salário inventando mil problemas pra justificar o salário. Também não acho que foi uma exibição de gala, longe disso, e estamos muito longe de sermos favoritos ao título da Copa América.
Mas também ninguém é.

Brasil, Uruguai e Argentina estão no mesmo nível e, numa decisão, que deverá ser mesmo entre dois desses três, as chances são iguais. Aliás, como Uruguai e Argentina vão decidir a vaga nas semifinais no sábado e um deles já vai estar fora no domingo, quando o Brasil enfrenta o Paraguai em outra partida decisiva. E deve ganhar também, em minha opinião, se jogar pelo menos no mesmo nível de ontem, contra o Equador.

Nenhum comentário:

Postar um comentário