domingo, 30 de dezembro de 2012

O que nos aguarda em 2013

 - Por Jorge Wamburg - 
2012 se despede dentro de algumas horas e 2013 chega ao futebol brasileiro com boas e más previsões. 

No primeiro caso, estão os clubes que representarão o país na Taça Libertadores da América, com boas chances de conquistar mais um título para o Brasil: Fluminense, Atlético Mineiro, São Paulo, Grêmio e Corinthians. O primeiro, com a credencial de campeão brasileiro de 2102 e o último como último campeão da Libertadores e o prestígio do bicampeonato mundial conquistado em Tóquio este mês, são os dois favoritos, enquanto os outros tentarão surpreender.

No segundo caso, o das más previsões, estão clubes que, apesar de grandes, como Vasco, Botafogo, Flamengo e Palmeiras, enfrentam dificuldades até para montar os times que disputarão os campeonatos estaduais. Também acho nebuloso o futuro da seleção brasileira sob o comando de Felipão e Parreira em substituição a Mano Meneses, que foi sacado pela CBF justamente quando começava a acertar a mão (sem trocadilho).

Não me incluo entre os admiradores de Felipão. Muito ao contrário, apesar de seu passado de glórias e do Mundial que conquistou com a seleção, não vejo nenhuma novidade tática ou técnica nos times que dirige, mas apenas velhos esquemas que deram certo no passado, mas hoje estão superados, como aconteceu com o Palmeiras, rebaixado para a série B este ano e que ficou sob seu comando a maior parte do tempo.

Penso o mesmo com relação a  Parreira. Por isso, acho que a seleção que será formada para disputar a Copa das Confederações pode acabar em fiasco, até porque também o técnico terá pouco tempo para trabalhar e montar o time para a competição, que será realizada em seis capitais brasileiras, entre 15 e 30 de junho de 2013, e será um evento-teste para a Copa do Mundo. A escolha de Felipão – e de Parreira – contrariou o bom senso e só se justifica pelos nomes e não pelos resultados, pois Felipão vinha muito mal e Parreira já estava até aposentado do futebol.

Na verdade, os melhores técnicos do país no momento são Abel Braga e Tite, e um dos dois deveria ter sido o escolhido. A escolha de Felipão veio  com um ranço de passado e tem tudo para dar errado, mas vou torcer para que os fatos provem o contrário na Copa das Confederações. Até lá, vou  ficar sempre com um pé atrás. É bom não esquecer que só faltam seis meses para esta Copa e não temos time definido, pois Felipão, naturalmente, não vai querer apenas assinar embaixo do que Mano vinha fazendo.

Enfim, só resta aguardar 2013 e desejar que todos tenham um ano melhor do que 2012. Inclusive Felipão.

Nenhum comentário:

Postar um comentário