- Por Jorge Wamburg - Foto: Dida Sampaio/AE -
Quem já leu a entrevista do Ministro do Esporte, publicada hoje no Globo online, depois de perdoar o pontapé na bunda do governo enviado pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, diretamente de Londres, vai pensar que me enganei nesse título.
Afinal, o que o ministro disse foi exatamente o contrário: "NÃO HÁ RISCO DO MUNDIAL SAIR DO BRASIL" (com direito a erro de português e tudo, nesse DO, no título do jornal". Mas quem está errado é ele. Para mim, HÁ RISCO de o Mundial NÃO sair Do Brasil e o Aldo não passa de uma marionete fazendo o jogo da Fifa, que vai mandar no país, inclusive mandando prender e mandando soltar – literalmente – conforme está no projeto de Lei Geral que a abominável Comissão Especial da Câmara aprovou outro dia.
Mas nada melhor para demonstrar o ridículo de dessa situação do que a reprodução fiel dos “brilhantes" pensamentos do Ministro sobre a Copa. Por isso, aí vai, na íntegra, a entrevista do ministro, uma espécie de "comunista católico", como se constata logo no início da entrevista - por sinal, ótima, dos colegas Evandro Éboli e Maria Lima. Mas uma de uma coisa não abro mão: o título é meu.
BRASÍLIA - Depois de chutes no traseiro e troca de cartas, o perdão. Nesta quarta-feira o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, enviou duas correspondências à Fifa comunicando que aceitava o pedido de desculpas da entidade. Uma carta foi para o presidente da entidade, Joseph Blatter, e outra para o secretário-geral Jérôme Valcke, pivô da crise. Mas enquanto o governo federal se reconciliava com a Fifa, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, se licenciava do cargo por questões médicas por 30 dias.
A licença foi comunicada por ofício às federações estaduais. Pelo estatuto, José Maria Marin, o mais velho dos vice-presidentes, assumiria o cargo. Um grupo de presidentes de federações, no entanto, defende um rodízio entre os cinco vice-presidentes. Cada um representa uma região do país. O pedido foi feito na última Assembleia Geral da entidade.
Apesar da bandeira branca na crise entre governo e Fifa, Aldo escreveu a Blatter, que "episódios dessa natureza não podem se repetir, em prol da boa preparação da Copa do Mundo no Brasil". O ministro afirmou ainda a Blatter que aceitava seu pedido de desculpas pelas declarações feitas por Jérôme Valcke, que reclamara da falta de empenho do Brasil nos preparativos da Copa de 2014.
O ministro disse também que a presidente Dilma Rousseff receberá Blatter em audiência, mas que a data ainda será confirmada. Na outra correspondência, endereçada a Valcke, Rebelo apenas afirma ter aceitado o pedido de desculpas do secretário-geral, numa mensagem curta, de uma linha e meia.
Pouco antes de mandar as cartas, Aldo recebeu O GLOBO para uma entrevista. Na ausência de uma Santa Genoveva ou outro santo francês no meio das muitas imagens que protegem o gabinete do comunista crédulo Aldo Rebelo, o ministro estendeu uma flâmula da Fifa aos pés de um santo português, Santo Antônio, e da brasileira Nossa Senhora Aparecida. Aldo diz que nessas horas de ruídos e de agruras com o francês Jérôme Valcke se agarra com a padroeira generosa e com o santo casamenteiro.
Ele cobra bons modos nas palavras do representante do órgão e diz que nunca houve, não há e nem haverá risco de que a Copa do Mundo não aconteça no Brasil. Mesmo com muito cuidado e elegância, Aldo não deixa de mostrar que o Brasil não deixará de responder à altura a má educação de Valcke, e parece não ter gostado do mesmo tom usado pelo assessor especial da presidente Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia, que chamou o francês de "vagabundo". Diz que cada um que responda por suas palavras e de acordo com seu temperamento. Aldo diz que as obras para a Copa estão dentro do cronograma, mas fez duras críticas aos serviços da Polícia Federal no desembaraço das bagagens e das companhias aéreas, além de admitir que os banheiros do Santos Dumont são péssimos e precisam ser melhorados. Sentado à frente de um quadro que retrata a obra do escritor espanhol e perguntado se ele seria Dom Quixote e Valcke Sancho Pança, respondeu: "Cervantes não faria um enredo que nos coubesse no mesmo livro".
O que o senhor achou das declarações de Valcke?
Aldo Rebelo: Vi como um gesto de infelicidade. Quem tem essa responsabilidade precisa ter modos na expressão verbal quando representa uma entidade. Quando se refere a uma instituição, a um governo. Acho que essas coisas dependem muito da formação que você tem. Da educação que você tem. Você reage a bom termo a uma situação dessa natureza.
E das palavras de Marco Aurélio Garcia (assessor especial internacional da presidência), que chamou Valcke de "vagabundo"?
Quem tem que explicar isso é ele, não sou eu. Respondo pelo que eu disse. Não respondo pelo que os outros falarem. Cada um responde de acordo com o seu temperamento.
Antes de responder a Valcke, o senhor conversou com a presidente Dilma Rousseff?
Não julguei necessário. E acho que a presidente tem esferas de preocupação mais importantes. Acho que a presidente deve estar mais preocupada com assuntos muito mais decisivos para o país, por mais importante que seja Copa do Mundo para nós todos. Também não é correto revelar conversas com a presidente. Não considero esse assunto da esfera da soberania do Brasil. Considero apenas da esfera das relações educadas entre pessoas e instituições. É necessário haver respeito mútuo.
A briga com Valcke deixa sequelas?
Só vamos saber depois.
Quando será o próximo encontro com Valcke?
Você tá torcendo para que aconteça?
Há risco de a Copa não acontecer no Brasil?
Não houve, não há e não creio que haverá.
Que avaliação o senhor faz do andamento das obras da Copa?
O cronograma é compatível com o prazo da Copa. Os estádios, na sua maioria, estão com obras adiantadas. Das outras 52 obras de infraestrutura urbana, o calendário mantido é entregar mais de 40 até o final de 2013. São obras que já estavam previstas muito antes da Copa do Mundo. Nem se falava nisso e já havia previsão de ampliação de aeroporto, de metrô para Salvador, para Fortaleza, de ampliação de sistema metroviário, de VLT em outras capitais.
E com relação à questão da hotelaria?
Os investimentos em hotelaria estão previstos muito antes de se falar em Copa do Mundo porque ninguém constrói hotel para Copa do Mundo. Quem vai construir hotel para funcionar durante um mês?! Hotel não é carro alegórico, que você constrói, coloca na avenida e depois recolhe. Hotel só pode ser construído quando você tem demanda, procura sustentável. E isso é o que está acontecendo no Brasil inteiro.
Como superar questões urbanas importantes?
Problemas urbanos temos no mundo inteiro. Até em cidades, metrópoles que já sediaram Copa e Olimpíadas. O trânsito de Pequim é um trânsito fácil? Não. Já foi feito Olimpíadas lá e mesmo com aquela situação de transporte urbano de Pequim. Se os problemas existiam antes continuam a existir. Temos que procurar soluções emergenciais, duradouras não só por causa da Copa, mas porque o Brasil precisa disso.
Como o senhor recebeu as críticas de Ronaldo ao atraso nas obras do Mundial?
Vi a declaração do Ronaldo condenando a forma como ele (Valcke) referiu-se ao governo. O direito de se criticar o governo é um direito democrático. Quem vai contestar que um cidadão ou a oposição critique aspectos da vida social, política e econômica do país? Não. É um direto consagrado. Não respondemos a uma crítica, mas ao uso de um vocabulário inadequado.
Em relação ao Rio, como avalia a situação dos aeroportos do Galeão e Santos Dumont?
Temos no Rio uma das infraestruturas aeroportuárias mais completas do mundo. Temos um aeroporto doméstico muito importante e moderno, que é o Santos Dumont. Temos o Galeão. Temos a Base Aérea de Santa Cruz, que é a principal base do Brasil. O que precisamos não é só ampliar a capacidade de aterrissagem e decolagem. Nem creio que os principais problemas estejam aí. Acho que o principal problema dos aeroportos está na qualidade dos serviços oferecidos. A demora, por exemplo, no despacho e na recepção das bagagens. Mas não é um problema de transporte aéreo. É um problema que a Receita Federal e que a Polícia Federal, no caso dos voos que chegam do exterior, podem resolver. É só disponibilizar mais gente para essa tarefa".
Mas e os banheiros do Santos Dumont?
É outro problema. No Santos Dumont, ficam muito distantes dos passageiros por causa da valorização do espaço comercial mais nobre, mais próximo das áreas de despacho e de bilhetes. Isso também pode ser resolvido. Ficaram distantes e num espaço muito menor, causando constrangimento aos passageiros. Então, algumas medidas podem ser adotadas e não se referem à capacidade dos aeroportos. Claro que a capacidade precisa ser ampliada, mas outras coisas podem ser melhoradas antes. Para os brasileiros que viajam de avião e para os estrangeiros e turistas.
Como encarou a solução encontrada para a venda de bebida alcoólica na Copa?
A bebida foi polêmica em todos os países onde houve Copa do Mundo. Todos os candidatos a Copa assinaram esse compromisso. Acho que o Congresso encontrou uma solução adequada e pontual. Que vale só para a Copa.
Por que o seu partido, o PCdoB, votou contra bebidas alcoólicas nos estádios na Copa?
Respeito a posição dos adversários. Por que não respeitaria a do PCdoB?
O senhor presidiu a CPI que investigou a CBF. Como é sua relação com Ricardo Teixeira?
Um parlamentar, um jornalista, ou uma autoridade policial, quando exerce a função de investigação, não é para conquistar ódio nem amizade do investigado. É uma função institucional ou profissional. Cumpri uma função como presidente de uma CPI. Mas não podemos carregar para o resto da vida uma relação pessoal de amizade ou de inimizade com a instituição ou pessoa que foi investigada. No ministério, tenho que estabelecer relações com o Comitê Organizador Local (COL), que é presidido por Ricardo Teixeira, com a Fifa e os demais entes que compõem esse amplo leque de interesses da Copa do Mundo.
Ricardo Teixeira, inclusive, foi à Justiça para impedir o seu livro sobre a CPI...
Considerei uma violência do Poder Judiciário. Tem que respeitar, mas fiquei naturalmente indignado. Se houvesse ali alguma mentira ou calúnia o que deveria haver era processo por um ou outro. Mas o que houve foi censura.
Quem já leu a entrevista do Ministro do Esporte, depois de perdoar o pontapé na bunda do governo enviado pelo scretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, vai pensar que me enganei nesse título. Afinal, o que o ministro disse foi exatamente o contrário. Mas quem está errado é ele. Para mim, a Copa corre o risco de ser mesmo no Brasil e o Aldo não passa de uma marionete fazendo o jogo da Fifa, que vai mandar no país, inclusive mandando prender e mandando soltar – literalmente – conforme está no projeto de Lei Geral que a abominável Comissão Especial da Câmara aprovou outro dia.
Mas nada melhor para demonstrar o ridículo de dessa situação do que a reprodução fiel dos “brilhantes pensamentos do Ministro sobre a Copa. Por isso, aí vai a entrevista, mas uma de uma coisa não abro mão: o título é meu.
sexta-feira, 9 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
Quem gosta de pé na bunda?
- Por Jorge Wamburg -
“Se donner un coup de pied aux fesses” é uma expressão francesa que tanto pode significar ,literalmente,“dar-se um pontapé na bunda” (bunda mesmo, não traseiro, como a imprensa envergonhada publicou) ou “acelerar o ritmo”, numa tradução livre que o secretário-geral da Fifa , Jerome Valcke, alega ser a verdadeira na sua declaração contra o os brasileiros, por causa do atraso nas obras da Copa do Mundo.
Não é a primeira vez que esse animal desrespeita o país.
Quando esteve aqui para falar numa audiência pública na Comissão da Copa, logo no início dos trabalhos disse que estava pouco se lixando para quem o considerava antipático, pois esse era mesmo o seu papel e não fazia a menor questão de ser simpático. Deu várias respostas grosseiras a deputados que o interpelaram e botaram o rabo entre as pernas, com medo de desagradar o governo e o todo poderoso da Fifa.
Por falar em todo-poderoso, qual será a explicação para o Valcke ser o segundo na hierarquia da Fifa, depois de ter sido demitido pelo presidente Joseph Blatter, por corrupção? Teria devolvido o dinheiro ou dividido com o presidente que o recontratou tempos depois? Pois é, esse é o sujeito que o Brasil terá que engolir como interlocutor da Fifa, mesmo depois do “pé na bunda”, se o ministro Aldo Rebelo aceitar os hipócritas pedidos de desculpas dele e do Blatter feitos hoje (6), em cartas ao governo brasileiro.
Eu não acredito que Aldo goste de pé na bunda. Como eu também não gosto. Mas tem gente que gosta. O presidente petista da Câmara dos Deputados, Marco Maia, parece ser um desses. Pois foi o primeiro a sugerir que o governo peça arrego à Fifa e perdoa o Valcke.
Vá gostar de pé na bunda assim... lá na França, ó Maia!
“Se donner un coup de pied aux fesses” é uma expressão francesa que tanto pode significar ,literalmente,“dar-se um pontapé na bunda” (bunda mesmo, não traseiro, como a imprensa envergonhada publicou) ou “acelerar o ritmo”, numa tradução livre que o secretário-geral da Fifa , Jerome Valcke, alega ser a verdadeira na sua declaração contra o os brasileiros, por causa do atraso nas obras da Copa do Mundo.
Não é a primeira vez que esse animal desrespeita o país.
Quando esteve aqui para falar numa audiência pública na Comissão da Copa, logo no início dos trabalhos disse que estava pouco se lixando para quem o considerava antipático, pois esse era mesmo o seu papel e não fazia a menor questão de ser simpático. Deu várias respostas grosseiras a deputados que o interpelaram e botaram o rabo entre as pernas, com medo de desagradar o governo e o todo poderoso da Fifa.
Por falar em todo-poderoso, qual será a explicação para o Valcke ser o segundo na hierarquia da Fifa, depois de ter sido demitido pelo presidente Joseph Blatter, por corrupção? Teria devolvido o dinheiro ou dividido com o presidente que o recontratou tempos depois? Pois é, esse é o sujeito que o Brasil terá que engolir como interlocutor da Fifa, mesmo depois do “pé na bunda”, se o ministro Aldo Rebelo aceitar os hipócritas pedidos de desculpas dele e do Blatter feitos hoje (6), em cartas ao governo brasileiro.
Eu não acredito que Aldo goste de pé na bunda. Como eu também não gosto. Mas tem gente que gosta. O presidente petista da Câmara dos Deputados, Marco Maia, parece ser um desses. Pois foi o primeiro a sugerir que o governo peça arrego à Fifa e perdoa o Valcke.
Vá gostar de pé na bunda assim... lá na França, ó Maia!
domingo, 4 de março de 2012
Teixeira justifica atrasos e preocupação da Fifa com a Copa de 2014
- Por Jorge Wamburg -
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, publicou, no portal da entidade na internet, um comunicado em sobre os preparativos para realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil – motivo de críticas do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol Jérôme Välcke e de resposta do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, neste fim de semana – justificando a demora e garantindo que a competição acontecerá no país, conforme está programado.
Ricardo Teixeira reconhece, “que as preocupações da FIFA em relação aos preparativos de todas as Copas do Mundo são naturais e legítimas”. Garante, porém que “a entidade pode ficar tranquila porque o Brasil e seu povo têm competência e seriedade para organizar uma Copa do Mundo impecável, inesquecível”.
Ainda de acordo com o presidente da CBF, a Copa de 2014 acontecerá no Brasil porque “veio através de uma construção política que possibilitou o rodízio de continentes. Chegou à América do Sul pela sua força de nove títulos mundiais. Foi confiada ao país mais vitorioso da história das Copas, o único que disputou todas as edições do torneio. Chegou à América do Sul pela sua força de nove títulos mundiais. Veio para uma das seis maiores economias do planeta, para o país que segue crescendo enquanto a maior parte do mundo atravessa uma grave crise”.
Ricardo Teixeira conclui afirmando que “a Copa do Mundo de 2014 acontecerá no Brasil porque assim querem o Governo Federal, o COL e a CBF, mas, acima de tudo, por merecimento. O povo brasileiro que, ao contrário de vozes isoladas que preferem o canto da derrota, receberá com extremo orgulho, 64 anos depois, a maior festa do futebol mundial”.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, publicou, no portal da entidade na internet, um comunicado em sobre os preparativos para realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil – motivo de críticas do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol Jérôme Välcke e de resposta do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, neste fim de semana – justificando a demora e garantindo que a competição acontecerá no país, conforme está programado.
Ricardo Teixeira tenta justificar as críticas de Jérome Välcke. Foto:ailton de Freitas/O Globo.
“Algumas questões na organização da Copa do Mundo podem parecer que avançam lentamente. Mas em todo processo democrático as discussões devem ser amplas e sempre levar em conta os interesses do povo. O Brasil não tem um dono, é uma democracia sólida e reconhecida mundialmente. O país e seus três poderes devem ser respeitados sempre”, afirma Teixeira no comunicado.Ricardo Teixeira reconhece, “que as preocupações da FIFA em relação aos preparativos de todas as Copas do Mundo são naturais e legítimas”. Garante, porém que “a entidade pode ficar tranquila porque o Brasil e seu povo têm competência e seriedade para organizar uma Copa do Mundo impecável, inesquecível”.
Ainda de acordo com o presidente da CBF, a Copa de 2014 acontecerá no Brasil porque “veio através de uma construção política que possibilitou o rodízio de continentes. Chegou à América do Sul pela sua força de nove títulos mundiais. Foi confiada ao país mais vitorioso da história das Copas, o único que disputou todas as edições do torneio. Chegou à América do Sul pela sua força de nove títulos mundiais. Veio para uma das seis maiores economias do planeta, para o país que segue crescendo enquanto a maior parte do mundo atravessa uma grave crise”.
Ricardo Teixeira conclui afirmando que “a Copa do Mundo de 2014 acontecerá no Brasil porque assim querem o Governo Federal, o COL e a CBF, mas, acima de tudo, por merecimento. O povo brasileiro que, ao contrário de vozes isoladas que preferem o canto da derrota, receberá com extremo orgulho, 64 anos depois, a maior festa do futebol mundial”.
Välcke vem ao Brasil dia 12 e acha “infantil” Aldo não querer recebê-lo mais para tratar da Copa de 2014
- Por Jorge Wamburg -
O secretário-geral da Fifa Jérôme Välcke, classificou de “um pouco infantil” a decisão do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, de não recebe-lo mais para tratar da Copa do Mundo de 2014, por ter declarado que o Brasil precisa levar “um chute no traseiro” por causa dos atrasos nas obras, e garantiu que virá ao país no dia 12 deste mês, exatamente para continuar acompanhando os preparativos.
A declaração de Välcke foi feita ontem (3), em Londres, mesmo local onde, na véspera, ele fez as críticas que, ontem (3) levaram Rebelo a considerar os comentários feitos antes como “impertinentes e descabidos”, motivo pelo qual “o governo não aceitará mais o secretário-geral como interlocutor nesses assuntos da Fifa”. O ministro disse que vai conversar com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, para pedir um novo interlocutor, já que Välcke, segundo ele, não será mais recebido no país.
Durante entrevista coletiva concedida ontem num hotel de São Paulo, o ministro disse que o governo brasileiro não pode dialogar com um interlocutor que “emite declarações descuidadas e intempestivas”. Mas, em Londres, de acordo com a Rádio França Internacional, ao saber das declarações de Rebelo, o secretário-geral da Fifa respondeu ao ministro brasileiro com ironia e reafirmou que o país não está honrando os compromissos em relação à organização do evento, às construções dos estádios, além de outros atrasos.
Agora, se o problema é eu ter feito uma declaração, enquanto nada evoluiu nos últimos cinco anos...Eu disse exatamente o que está acontecendo no Brasil, onde as coisas não estão bem encaminhadas. Se o resultado disso é que agora o governo não quer mais falar comigo e nem trabalhar comigo, acho um pouco infantil”, disse Välcke ontem na capital britânica em resposta a Rebelo.
Välcke está participando em Londres da reunião do Conselho Legislador da Fifa e na sexta-feira disse que a construção de estádios e a infraestrutura de transportes e hotéis para a Copa no Brasil está atrasada, motivo pelo qual os organizadores precisavam de “um chute no traseiro”, pois o país está mais preocupado em ganhar a Copa do que em organiza-la.
O secretário-geral da Fifa também atacou o Congresso brasileiro, pelo que considera “discussões infindáveis” sobre a Lei Geral da Copa, que está em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda não teve sua votação concluída na Comissão Especial encarregada do projeto de lei encaminhado pelo governo.
Entre os temas polêmicos do projeto, está permissão da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante as partidas da Copa, abrindo uma exceção na legislação brasileira só para atender à Fifa, que tem uma indústria de bebidas entre os patrocinadores do Mundial. Na Comissão Especial da Câmara, três dos dez destaques de votação, que deverão ser apreciados terça-feira (6) destinam-se a impedir a liberação da bebida autorizada no texto do relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP).
Apesar das críticas que fez ao andamento dos preparativos para a Copa, o secretário-geral da Fifa disse na sexta-feira que não há um "plano B" para a Copa do Mundo de 2014 e o evento acontecerá no Brasil, mas que os torcedores podem sofrer. pois o Brasil] não tem hotéis suficientes em todos os lugares para recebe-los, com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro.
Por sua vez, o ministro Aldo Rebelo afirmou em sua entrevista coletiva que não há razão para que o Brasil não receba a Copa do Mundo, pois “o Brasil tem hoje a infraestrutura, a logística e a capacidade de realizar um evento dessa natureza” e a maior parte das obras dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo está seguindo o cronograma previsto.
As únicas obras que estão um pouco mais atrasadas com relação ao cronograma, de acordo com o ministro, são as dos estádios de Cuiabá, Manaus, Recife e do Rio de Janeiro. “Já as obras de mobilidade urbana, do total de 51 [obras previstas para serem realizadas], a previsão continua sendo a de entregar pelo menos 42 em 2013”.
O secretário-geral da Fifa Jérôme Välcke, classificou de “um pouco infantil” a decisão do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, de não recebe-lo mais para tratar da Copa do Mundo de 2014, por ter declarado que o Brasil precisa levar “um chute no traseiro” por causa dos atrasos nas obras, e garantiu que virá ao país no dia 12 deste mês, exatamente para continuar acompanhando os preparativos.
A declaração de Välcke foi feita ontem (3), em Londres, mesmo local onde, na véspera, ele fez as críticas que, ontem (3) levaram Rebelo a considerar os comentários feitos antes como “impertinentes e descabidos”, motivo pelo qual “o governo não aceitará mais o secretário-geral como interlocutor nesses assuntos da Fifa”. O ministro disse que vai conversar com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, para pedir um novo interlocutor, já que Välcke, segundo ele, não será mais recebido no país.
Durante entrevista coletiva concedida ontem num hotel de São Paulo, o ministro disse que o governo brasileiro não pode dialogar com um interlocutor que “emite declarações descuidadas e intempestivas”. Mas, em Londres, de acordo com a Rádio França Internacional, ao saber das declarações de Rebelo, o secretário-geral da Fifa respondeu ao ministro brasileiro com ironia e reafirmou que o país não está honrando os compromissos em relação à organização do evento, às construções dos estádios, além de outros atrasos.
Agora, se o problema é eu ter feito uma declaração, enquanto nada evoluiu nos últimos cinco anos...Eu disse exatamente o que está acontecendo no Brasil, onde as coisas não estão bem encaminhadas. Se o resultado disso é que agora o governo não quer mais falar comigo e nem trabalhar comigo, acho um pouco infantil”, disse Välcke ontem na capital britânica em resposta a Rebelo.
Välcke está participando em Londres da reunião do Conselho Legislador da Fifa e na sexta-feira disse que a construção de estádios e a infraestrutura de transportes e hotéis para a Copa no Brasil está atrasada, motivo pelo qual os organizadores precisavam de “um chute no traseiro”, pois o país está mais preocupado em ganhar a Copa do que em organiza-la.
O secretário-geral da Fifa também atacou o Congresso brasileiro, pelo que considera “discussões infindáveis” sobre a Lei Geral da Copa, que está em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda não teve sua votação concluída na Comissão Especial encarregada do projeto de lei encaminhado pelo governo.
Entre os temas polêmicos do projeto, está permissão da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante as partidas da Copa, abrindo uma exceção na legislação brasileira só para atender à Fifa, que tem uma indústria de bebidas entre os patrocinadores do Mundial. Na Comissão Especial da Câmara, três dos dez destaques de votação, que deverão ser apreciados terça-feira (6) destinam-se a impedir a liberação da bebida autorizada no texto do relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP).
Apesar das críticas que fez ao andamento dos preparativos para a Copa, o secretário-geral da Fifa disse na sexta-feira que não há um "plano B" para a Copa do Mundo de 2014 e o evento acontecerá no Brasil, mas que os torcedores podem sofrer. pois o Brasil] não tem hotéis suficientes em todos os lugares para recebe-los, com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro.
Por sua vez, o ministro Aldo Rebelo afirmou em sua entrevista coletiva que não há razão para que o Brasil não receba a Copa do Mundo, pois “o Brasil tem hoje a infraestrutura, a logística e a capacidade de realizar um evento dessa natureza” e a maior parte das obras dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo está seguindo o cronograma previsto.
As únicas obras que estão um pouco mais atrasadas com relação ao cronograma, de acordo com o ministro, são as dos estádios de Cuiabá, Manaus, Recife e do Rio de Janeiro. “Já as obras de mobilidade urbana, do total de 51 [obras previstas para serem realizadas], a previsão continua sendo a de entregar pelo menos 42 em 2013”.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Comissão da Copa adia para a tarde de hoje votação de liberação de bebida nos estádios
- Por Jorge Wamburg -
A Comissão Especial da Câmara encarregada de dar parecer sobre o PL 2330/11 – Projeto de Lei geral da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações de 2013 cancelou a reunião que deveria realizar hoje (29), pela manhã, e só vai se reunir às 14h00 para decidir sobre dez destaques de votação apresentados ontem (28), quando o substitutivo do relator Vicente Cândido (PT-SP) ao projeto do governo foi aprovado.
A reunião foi adiada devido à duas sessões extraordinárias da Câmara convocadas pelo presidente Marco Maia para votar, primeiro, seis medidas provisórias, a partir das 10h00, e em seguida, os destaques do projeto de lei 1992/07, que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp).
Entre os artigos destacados para votação pela Comissão Especial da Copa em sua reunião de hoje, está o que permite a venda de bebida alcoólica nos estádios das nove cidades-sedes onde serão disputados os jogos da Copa de 2014 e nos locais das partidas da Copa das Confederações de 2013, além de todas chamadas “áreas de hospitalidade”, inclusive fora das cidades-sedes, como os locais de treinamento, comitês de imprensa e outras, por onde circularão torcedores, profissionais de mídias e o público em geral.
Esse artigo abre uma exceção na legislação do país, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol, por força do Estatuto do Torcedor, de leis estaduais e, no caso do campeonato brasileiro, de um acordo entre a CBF, promotora da competição, e o Ministério Público. Mas a permissão da venda de bebida será limitada às competições promovidas pela Fifa no Brasil e não liberará a bebida para as competições nacionais.
Mesmo assim, a resistências de muitos deputados da Comissão Especial aprovar o artigo, que é um dos principais pontos do acordo feito pelo ex-presidente Lula para conseguir, em 2007, a escolha do Brasil para sediar a Copa de 2014 e a Copa das Confederações. A aprovação da bebida é uma questão fundamental para a Fifa porque tem entre os patrocinadores das suas competições uma indústria de cerveja.
Depois de encerrada a votação do PL 2330/11 na Comissão Especial, o texto será votado no Plenário da Câmara. Se for aprovado, seguirá para o Senado. Caso receba emendas, terá que retornar à Comissão.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Relator apresenta hoje novo substitutivo para Lei Geral da Copa de 2014
- Por Jorge Wamburg -
Brasília – O relator do projeto de lei 2330/11 – a Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 e Copa das Confederações de 2013 – deputado Vicente Cândido (PT-SP) entregou ontem, 27/2, à Comissão Especial da Câmara encarregada de dar parecer sobre o projeto do Executivo um novo substitutivo, que deverá ser votado hoje (28) pela Comissão, em reunião marcada para as 14h30.
O novo texto apresentará modificações no substitutivo que o relator havia entregue à Comissão no início do mês e que deveria ter saído votado no último dia 14, quando a reunião foi adiada a pedido dele exatamente para modificar o seu texto, para atender a Fifa e ao governo, que não ficaram satisfeitos com as alterações feitas na proposta inicial do Executivo.
As mudanças feitas por Cândido ainda não são conhecidas, mas há diversos pontos polêmicos no projeto, como a questão da meia-entrada para estudantes e idosos, que acabou virando uma nova categoria de ingressos, ao custo de R$ 50. O ingresso atenderá também a outros grupos sociais como índios e beneficiários do Bolsa Família, segundo o substitutivo elaborado por Vicente Cândido.
Outra questão que envolve os interesses da Fifa e foi alvo de mudanças no Texto é a permissão da venda de cerveja nos estádios das 12 cidades-sedes onde serão realizados os jogos da Copa de 2014 e também nos locais de jogos da Copa das Confederações. O relator incluiu no substitutivo uma exigência de que a bebida seja vendida apenas em copos de papel fechados.
Também há divergências quanto aos direitos da Fifa sobre o marketing dos eventos, que daria à entidade o poder de exclusividade de venda dos seus produtos nas imediações dos estádios, obrigando todo o comércio já existente nas adjacências a fechar as portas ou vender apenas os produtos licenciados pela Fifa.
As polêmicas não envolvem apenas a Fifa o governo e a Comissão Especial da Câmara, onde há reação ainda contra normas do projeto que obrigam o governo a indenizar a Fifa mesmo que ocorram prejuízos em que a União não tenha responsabilidade. E uma outra polêmicos são as alterações que o Código Penal deverá sofrer para punir infrações aos direitos da Fifa, com a criação de multas e penas de prisão exclusivamente para serem aplicadas durante as competições patrocinadas pela Fifa.
Brasília – O relator do projeto de lei 2330/11 – a Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 e Copa das Confederações de 2013 – deputado Vicente Cândido (PT-SP) entregou ontem, 27/2, à Comissão Especial da Câmara encarregada de dar parecer sobre o projeto do Executivo um novo substitutivo, que deverá ser votado hoje (28) pela Comissão, em reunião marcada para as 14h30.
O novo texto apresentará modificações no substitutivo que o relator havia entregue à Comissão no início do mês e que deveria ter saído votado no último dia 14, quando a reunião foi adiada a pedido dele exatamente para modificar o seu texto, para atender a Fifa e ao governo, que não ficaram satisfeitos com as alterações feitas na proposta inicial do Executivo.
As mudanças feitas por Cândido ainda não são conhecidas, mas há diversos pontos polêmicos no projeto, como a questão da meia-entrada para estudantes e idosos, que acabou virando uma nova categoria de ingressos, ao custo de R$ 50. O ingresso atenderá também a outros grupos sociais como índios e beneficiários do Bolsa Família, segundo o substitutivo elaborado por Vicente Cândido.
Outra questão que envolve os interesses da Fifa e foi alvo de mudanças no Texto é a permissão da venda de cerveja nos estádios das 12 cidades-sedes onde serão realizados os jogos da Copa de 2014 e também nos locais de jogos da Copa das Confederações. O relator incluiu no substitutivo uma exigência de que a bebida seja vendida apenas em copos de papel fechados.
Também há divergências quanto aos direitos da Fifa sobre o marketing dos eventos, que daria à entidade o poder de exclusividade de venda dos seus produtos nas imediações dos estádios, obrigando todo o comércio já existente nas adjacências a fechar as portas ou vender apenas os produtos licenciados pela Fifa.
As polêmicas não envolvem apenas a Fifa o governo e a Comissão Especial da Câmara, onde há reação ainda contra normas do projeto que obrigam o governo a indenizar a Fifa mesmo que ocorram prejuízos em que a União não tenha responsabilidade. E uma outra polêmicos são as alterações que o Código Penal deverá sofrer para punir infrações aos direitos da Fifa, com a criação de multas e penas de prisão exclusivamente para serem aplicadas durante as competições patrocinadas pela Fifa.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Lei da Copa tem votação marcada na Câmara para dia 28
- Por Jorge Wamburg -
A discussão e votação do parecer do relator, deputado Vicente Cândido, (PT-SP) ao PL 2330/11 - Projeto de Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 – na Comissão Especial da Câmara criada para analisar a proposta do Executivo está prevista para a próxima terça-feira (28), às 14h30, depois de ter sido adiada desde o último dia 14, a pedido de Cândido.
O parecer do relator já havia sido entregue à Comissão e publicado no portal da Câmara na internet, mas a assessoria de Vicente Cândido informou que ele pediu o adiamento da votação para fazer ajustes no texto, que seriam discutidos com o governo e a Federação Internacional de Futebol (Fifa), organizadora da Copa de 2014 e da Copa das Confederações em 2013, que também faz parte do projeto.
No substitutivo ao projeto do governo encaminhado ao Congresso Nacional, Vicente Cândido alterou pontos do texto original encaminhado pelo governo, para cumprir os acordos entre o governo e a Fifa sobre a Copa, mas, mesmo assim, permaneceram divergências em alguns pontos do projeto.
Uma das maiores polêmicas do projeto foi a discussão sobre a meia-entrada para estudantes e idosos, que acabou virando uma nova categoria de ingressos. Essa categoria custará R$ 50 e atenderá também a outros grupos sociais como índios e participantes do Bolsa Família, segundo o substitutivo elaborado por Vicente Cândido.
Outro ponto polêmico é a permissão para a venda de cerveja nos estádios das 12 cidades-sede da Copa de 2014, que o relator incluiu no projeto para atender à Fifa. Há também muita contestação à inclusão, no projeto, de alterações no Código Penal para punir, com prisão e multa, quem violar os direitos exclusivos da Fifa sobre o marketing da Copa do Mundo.
A discussão e votação do parecer do relator, deputado Vicente Cândido, (PT-SP) ao PL 2330/11 - Projeto de Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 – na Comissão Especial da Câmara criada para analisar a proposta do Executivo está prevista para a próxima terça-feira (28), às 14h30, depois de ter sido adiada desde o último dia 14, a pedido de Cândido.
O parecer do relator já havia sido entregue à Comissão e publicado no portal da Câmara na internet, mas a assessoria de Vicente Cândido informou que ele pediu o adiamento da votação para fazer ajustes no texto, que seriam discutidos com o governo e a Federação Internacional de Futebol (Fifa), organizadora da Copa de 2014 e da Copa das Confederações em 2013, que também faz parte do projeto.
No substitutivo ao projeto do governo encaminhado ao Congresso Nacional, Vicente Cândido alterou pontos do texto original encaminhado pelo governo, para cumprir os acordos entre o governo e a Fifa sobre a Copa, mas, mesmo assim, permaneceram divergências em alguns pontos do projeto.
Uma das maiores polêmicas do projeto foi a discussão sobre a meia-entrada para estudantes e idosos, que acabou virando uma nova categoria de ingressos. Essa categoria custará R$ 50 e atenderá também a outros grupos sociais como índios e participantes do Bolsa Família, segundo o substitutivo elaborado por Vicente Cândido.
Outro ponto polêmico é a permissão para a venda de cerveja nos estádios das 12 cidades-sede da Copa de 2014, que o relator incluiu no projeto para atender à Fifa. Há também muita contestação à inclusão, no projeto, de alterações no Código Penal para punir, com prisão e multa, quem violar os direitos exclusivos da Fifa sobre o marketing da Copa do Mundo.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Vasco tem que explicar falta de médico no CT de Itaguaí onde juvenil de 14 anos morreu
- Por Jorge Wamburg -
O Vasco está na obrigação de dar explicações imediatas sobre as circunstâncias da morte de um adolescente de 14 anos durante treinamento no CT de Itaguaí, cidade que fica a 69 quilômetros do Rio de Janeiro e onde a chamada “base” do clube é obrigada a treinar diariamente.
Segundo a notícia divulgada hoje (9) pelo jornal O Globo, o rapaz era da categoria juvenil sofreu uma convulsão durante o treino disputado sob forte calor, e morreu lá mesmo, no CT, onde “não havia nenhum médico do Vasco para socorrê-lo”.
Agora, a pergunta que não quer calar: por que treinar em Itaguaí, tão longe do clube que nem médico vai lá? A resposta, de acordo com o Globo, é que “o Centro de Treinamento de Itaguaí pertence ao ex-lateral esquerdo vascaíno Pedrinho Vicençote, hoje empresário de jogadores, e o Vasco cede \a ele 10% dos direitos sobre jogadores da base, como forma de pagamento pelo uso das instalações, mas agora o clube está querendo pagar aluguel para não ficar refém de Pedrinho”.
O jornal explica ainda que os times da “base” do Vasco treinam em Itaguaí porque o projeto do CT de Maricá ainda não saiu do papel. O projeto do clube é ter um CT com seis campos de futebol, alojamentos, refeitórios e lavanderia, além de uma escola com capacidade para cerca de mil alunos.
O Vasco está na obrigação de dar explicações imediatas sobre as circunstâncias da morte de um adolescente de 14 anos durante treinamento no CT de Itaguaí, cidade que fica a 69 quilômetros do Rio de Janeiro e onde a chamada “base” do clube é obrigada a treinar diariamente.
Segundo a notícia divulgada hoje (9) pelo jornal O Globo, o rapaz era da categoria juvenil sofreu uma convulsão durante o treino disputado sob forte calor, e morreu lá mesmo, no CT, onde “não havia nenhum médico do Vasco para socorrê-lo”.
Agora, a pergunta que não quer calar: por que treinar em Itaguaí, tão longe do clube que nem médico vai lá? A resposta, de acordo com o Globo, é que “o Centro de Treinamento de Itaguaí pertence ao ex-lateral esquerdo vascaíno Pedrinho Vicençote, hoje empresário de jogadores, e o Vasco cede \a ele 10% dos direitos sobre jogadores da base, como forma de pagamento pelo uso das instalações, mas agora o clube está querendo pagar aluguel para não ficar refém de Pedrinho”.
O jornal explica ainda que os times da “base” do Vasco treinam em Itaguaí porque o projeto do CT de Maricá ainda não saiu do papel. O projeto do clube é ter um CT com seis campos de futebol, alojamentos, refeitórios e lavanderia, além de uma escola com capacidade para cerca de mil alunos.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Bestialidade do UFC não é esporte, mesmo com Galvão Bueno
- Por Jorge Wamburg -
Uma das coisas mais deprimentes nos meios de comunicação brasileiros atualmente é o espaço aberto para esse famigerado esquema de lutas de UFC e outras siglas idiotas que estavam restritas ao SporTV, mas agora já chegaram à TV Globo, com a narrtação do Galvão Bueno pra aumentar a audiência (se é que aumenta).
Claro que há todo um esquema comercial internacional por trás desse festival de bestialidade e a Globo resolveu faturar os milhões de dólares que rolam negócio, abrindo espaço também no seu jornalão para noticiar esses “duelos” e promover os brutamontes que participam como se fossem verdadeiros heróis nacionais.
Isso vai rolar até o dia em que alguém morrer ou sair aleijado do "Octógono", como é chamada a jaula onde essas feras se enfrentam. Aí, vão fazer matérias tirando o corpo fora, dizendo que os lutadores, o juiz, o público é que foram culpados e outras baboseiras que a TV do Jardim Botânico vai alegar pra livrar a sua responsabilidade.
A verdade é que essas lutas não têm nada a ver com esporte. São é mais um exemplo – péssimo, principalmente para as crianças – de selvageria num país onde a violência já faz parte do nosso dia a dia. Elas não têm nada a ver com boxe, judô e outras modalidades de luta que têm um conteúdo esportivo e respeitoso entre os adversários.
O vale-tudo de Vitor Belfort, Anderson Silva, Rodrigo Minotauro e outros valentões não passa de briga de rua que a televisão está glamourizando com a sua insaciável vocação para valorizar o que não presta.
O pior é que tudo isso está ocorrendo sem que o Ministério da Justiça dê a menor bola para a péssima influência que podem ter sobre crianças e adolescentes esses duelos, em que os sujeitos só faltam levar facas pra enfiar no adversário. Mas um dia, quem sabe, eles chegam lá...
Uma das coisas mais deprimentes nos meios de comunicação brasileiros atualmente é o espaço aberto para esse famigerado esquema de lutas de UFC e outras siglas idiotas que estavam restritas ao SporTV, mas agora já chegaram à TV Globo, com a narrtação do Galvão Bueno pra aumentar a audiência (se é que aumenta).
Claro que há todo um esquema comercial internacional por trás desse festival de bestialidade e a Globo resolveu faturar os milhões de dólares que rolam negócio, abrindo espaço também no seu jornalão para noticiar esses “duelos” e promover os brutamontes que participam como se fossem verdadeiros heróis nacionais.
Isso vai rolar até o dia em que alguém morrer ou sair aleijado do "Octógono", como é chamada a jaula onde essas feras se enfrentam. Aí, vão fazer matérias tirando o corpo fora, dizendo que os lutadores, o juiz, o público é que foram culpados e outras baboseiras que a TV do Jardim Botânico vai alegar pra livrar a sua responsabilidade.
A verdade é que essas lutas não têm nada a ver com esporte. São é mais um exemplo – péssimo, principalmente para as crianças – de selvageria num país onde a violência já faz parte do nosso dia a dia. Elas não têm nada a ver com boxe, judô e outras modalidades de luta que têm um conteúdo esportivo e respeitoso entre os adversários.
O vale-tudo de Vitor Belfort, Anderson Silva, Rodrigo Minotauro e outros valentões não passa de briga de rua que a televisão está glamourizando com a sua insaciável vocação para valorizar o que não presta.
O pior é que tudo isso está ocorrendo sem que o Ministério da Justiça dê a menor bola para a péssima influência que podem ter sobre crianças e adolescentes esses duelos, em que os sujeitos só faltam levar facas pra enfiar no adversário. Mas um dia, quem sabe, eles chegam lá...
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Ministro visita obras do estádio da Copa em Natal
- Por Jorge Wamburg -
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, visita na próxima segunda-feira (6), às 15h30, a Arena das Dunas, em Natal.
A viagem faz parte das visitas às cidades-sede que ele está fazendo para conferir as obras dos estádios da Copa do Mundo de 2014. Após percorrer as obras, ainda no estádio, Aldo dará uma coletiva à imprensa, às 16h15.
Nesta sexta-feira (3) o ministro visitou as obras da Arena Amazônia em Manaus, e disse que leva a melhor impressão possível do estádio, segundo ele um dos mais bonitos da Copa do Mundo de 2014: “É a sexta arena que visito e, para mim, a mais bonita esteticamente. Parabéns ao projeto arquitetônico porque de fato a arena está à altura do Brasil e da Copa”.
Em uma apresentação do projeto, antes da visita às obras, a construtora responsável pela arena de Manaus informou que 35% do projeto está concluído. Aldo assumiu o compromisso de voltar a cada três meses ao estádio para acompanhar o andamento das obras.
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, visita na próxima segunda-feira (6), às 15h30, a Arena das Dunas, em Natal.
A viagem faz parte das visitas às cidades-sede que ele está fazendo para conferir as obras dos estádios da Copa do Mundo de 2014. Após percorrer as obras, ainda no estádio, Aldo dará uma coletiva à imprensa, às 16h15.
Nesta sexta-feira (3) o ministro visitou as obras da Arena Amazônia em Manaus, e disse que leva a melhor impressão possível do estádio, segundo ele um dos mais bonitos da Copa do Mundo de 2014: “É a sexta arena que visito e, para mim, a mais bonita esteticamente. Parabéns ao projeto arquitetônico porque de fato a arena está à altura do Brasil e da Copa”.
Em uma apresentação do projeto, antes da visita às obras, a construtora responsável pela arena de Manaus informou que 35% do projeto está concluído. Aldo assumiu o compromisso de voltar a cada três meses ao estádio para acompanhar o andamento das obras.
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