- Por Jorge Wamburg -
“Se donner un coup de pied aux fesses” é uma expressão francesa que tanto pode significar ,literalmente,“dar-se um pontapé na bunda” (bunda mesmo, não traseiro, como a imprensa envergonhada publicou) ou “acelerar o ritmo”, numa tradução livre que o secretário-geral da Fifa , Jerome Valcke, alega ser a verdadeira na sua declaração contra o os brasileiros, por causa do atraso nas obras da Copa do Mundo.
Não é a primeira vez que esse animal desrespeita o país.
Quando esteve aqui para falar numa audiência pública na Comissão da Copa, logo no início dos trabalhos disse que estava pouco se lixando para quem o considerava antipático, pois esse era mesmo o seu papel e não fazia a menor questão de ser simpático. Deu várias respostas grosseiras a deputados que o interpelaram e botaram o rabo entre as pernas, com medo de desagradar o governo e o todo poderoso da Fifa.
Por falar em todo-poderoso, qual será a explicação para o Valcke ser o segundo na hierarquia da Fifa, depois de ter sido demitido pelo presidente Joseph Blatter, por corrupção? Teria devolvido o dinheiro ou dividido com o presidente que o recontratou tempos depois? Pois é, esse é o sujeito que o Brasil terá que engolir como interlocutor da Fifa, mesmo depois do “pé na bunda”, se o ministro Aldo Rebelo aceitar os hipócritas pedidos de desculpas dele e do Blatter feitos hoje (6), em cartas ao governo brasileiro.
Eu não acredito que Aldo goste de pé na bunda. Como eu também não gosto. Mas tem gente que gosta. O presidente petista da Câmara dos Deputados, Marco Maia, parece ser um desses. Pois foi o primeiro a sugerir que o governo peça arrego à Fifa e perdoa o Valcke.
Vá gostar de pé na bunda assim... lá na França, ó Maia!
quarta-feira, 7 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Teixeira justifica atrasos e preocupação da Fifa com a Copa de 2014
- Por Jorge Wamburg -
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, publicou, no portal da entidade na internet, um comunicado em sobre os preparativos para realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil – motivo de críticas do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol Jérôme Välcke e de resposta do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, neste fim de semana – justificando a demora e garantindo que a competição acontecerá no país, conforme está programado.
Ricardo Teixeira reconhece, “que as preocupações da FIFA em relação aos preparativos de todas as Copas do Mundo são naturais e legítimas”. Garante, porém que “a entidade pode ficar tranquila porque o Brasil e seu povo têm competência e seriedade para organizar uma Copa do Mundo impecável, inesquecível”.
Ainda de acordo com o presidente da CBF, a Copa de 2014 acontecerá no Brasil porque “veio através de uma construção política que possibilitou o rodízio de continentes. Chegou à América do Sul pela sua força de nove títulos mundiais. Foi confiada ao país mais vitorioso da história das Copas, o único que disputou todas as edições do torneio. Chegou à América do Sul pela sua força de nove títulos mundiais. Veio para uma das seis maiores economias do planeta, para o país que segue crescendo enquanto a maior parte do mundo atravessa uma grave crise”.
Ricardo Teixeira conclui afirmando que “a Copa do Mundo de 2014 acontecerá no Brasil porque assim querem o Governo Federal, o COL e a CBF, mas, acima de tudo, por merecimento. O povo brasileiro que, ao contrário de vozes isoladas que preferem o canto da derrota, receberá com extremo orgulho, 64 anos depois, a maior festa do futebol mundial”.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, publicou, no portal da entidade na internet, um comunicado em sobre os preparativos para realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil – motivo de críticas do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol Jérôme Välcke e de resposta do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, neste fim de semana – justificando a demora e garantindo que a competição acontecerá no país, conforme está programado.
Ricardo Teixeira tenta justificar as críticas de Jérome Välcke. Foto:ailton de Freitas/O Globo.
“Algumas questões na organização da Copa do Mundo podem parecer que avançam lentamente. Mas em todo processo democrático as discussões devem ser amplas e sempre levar em conta os interesses do povo. O Brasil não tem um dono, é uma democracia sólida e reconhecida mundialmente. O país e seus três poderes devem ser respeitados sempre”, afirma Teixeira no comunicado.Ricardo Teixeira reconhece, “que as preocupações da FIFA em relação aos preparativos de todas as Copas do Mundo são naturais e legítimas”. Garante, porém que “a entidade pode ficar tranquila porque o Brasil e seu povo têm competência e seriedade para organizar uma Copa do Mundo impecável, inesquecível”.
Ainda de acordo com o presidente da CBF, a Copa de 2014 acontecerá no Brasil porque “veio através de uma construção política que possibilitou o rodízio de continentes. Chegou à América do Sul pela sua força de nove títulos mundiais. Foi confiada ao país mais vitorioso da história das Copas, o único que disputou todas as edições do torneio. Chegou à América do Sul pela sua força de nove títulos mundiais. Veio para uma das seis maiores economias do planeta, para o país que segue crescendo enquanto a maior parte do mundo atravessa uma grave crise”.
Ricardo Teixeira conclui afirmando que “a Copa do Mundo de 2014 acontecerá no Brasil porque assim querem o Governo Federal, o COL e a CBF, mas, acima de tudo, por merecimento. O povo brasileiro que, ao contrário de vozes isoladas que preferem o canto da derrota, receberá com extremo orgulho, 64 anos depois, a maior festa do futebol mundial”.
Välcke vem ao Brasil dia 12 e acha “infantil” Aldo não querer recebê-lo mais para tratar da Copa de 2014
- Por Jorge Wamburg -
O secretário-geral da Fifa Jérôme Välcke, classificou de “um pouco infantil” a decisão do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, de não recebe-lo mais para tratar da Copa do Mundo de 2014, por ter declarado que o Brasil precisa levar “um chute no traseiro” por causa dos atrasos nas obras, e garantiu que virá ao país no dia 12 deste mês, exatamente para continuar acompanhando os preparativos.
A declaração de Välcke foi feita ontem (3), em Londres, mesmo local onde, na véspera, ele fez as críticas que, ontem (3) levaram Rebelo a considerar os comentários feitos antes como “impertinentes e descabidos”, motivo pelo qual “o governo não aceitará mais o secretário-geral como interlocutor nesses assuntos da Fifa”. O ministro disse que vai conversar com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, para pedir um novo interlocutor, já que Välcke, segundo ele, não será mais recebido no país.
Durante entrevista coletiva concedida ontem num hotel de São Paulo, o ministro disse que o governo brasileiro não pode dialogar com um interlocutor que “emite declarações descuidadas e intempestivas”. Mas, em Londres, de acordo com a Rádio França Internacional, ao saber das declarações de Rebelo, o secretário-geral da Fifa respondeu ao ministro brasileiro com ironia e reafirmou que o país não está honrando os compromissos em relação à organização do evento, às construções dos estádios, além de outros atrasos.
Agora, se o problema é eu ter feito uma declaração, enquanto nada evoluiu nos últimos cinco anos...Eu disse exatamente o que está acontecendo no Brasil, onde as coisas não estão bem encaminhadas. Se o resultado disso é que agora o governo não quer mais falar comigo e nem trabalhar comigo, acho um pouco infantil”, disse Välcke ontem na capital britânica em resposta a Rebelo.
Välcke está participando em Londres da reunião do Conselho Legislador da Fifa e na sexta-feira disse que a construção de estádios e a infraestrutura de transportes e hotéis para a Copa no Brasil está atrasada, motivo pelo qual os organizadores precisavam de “um chute no traseiro”, pois o país está mais preocupado em ganhar a Copa do que em organiza-la.
O secretário-geral da Fifa também atacou o Congresso brasileiro, pelo que considera “discussões infindáveis” sobre a Lei Geral da Copa, que está em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda não teve sua votação concluída na Comissão Especial encarregada do projeto de lei encaminhado pelo governo.
Entre os temas polêmicos do projeto, está permissão da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante as partidas da Copa, abrindo uma exceção na legislação brasileira só para atender à Fifa, que tem uma indústria de bebidas entre os patrocinadores do Mundial. Na Comissão Especial da Câmara, três dos dez destaques de votação, que deverão ser apreciados terça-feira (6) destinam-se a impedir a liberação da bebida autorizada no texto do relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP).
Apesar das críticas que fez ao andamento dos preparativos para a Copa, o secretário-geral da Fifa disse na sexta-feira que não há um "plano B" para a Copa do Mundo de 2014 e o evento acontecerá no Brasil, mas que os torcedores podem sofrer. pois o Brasil] não tem hotéis suficientes em todos os lugares para recebe-los, com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro.
Por sua vez, o ministro Aldo Rebelo afirmou em sua entrevista coletiva que não há razão para que o Brasil não receba a Copa do Mundo, pois “o Brasil tem hoje a infraestrutura, a logística e a capacidade de realizar um evento dessa natureza” e a maior parte das obras dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo está seguindo o cronograma previsto.
As únicas obras que estão um pouco mais atrasadas com relação ao cronograma, de acordo com o ministro, são as dos estádios de Cuiabá, Manaus, Recife e do Rio de Janeiro. “Já as obras de mobilidade urbana, do total de 51 [obras previstas para serem realizadas], a previsão continua sendo a de entregar pelo menos 42 em 2013”.
O secretário-geral da Fifa Jérôme Välcke, classificou de “um pouco infantil” a decisão do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, de não recebe-lo mais para tratar da Copa do Mundo de 2014, por ter declarado que o Brasil precisa levar “um chute no traseiro” por causa dos atrasos nas obras, e garantiu que virá ao país no dia 12 deste mês, exatamente para continuar acompanhando os preparativos.
A declaração de Välcke foi feita ontem (3), em Londres, mesmo local onde, na véspera, ele fez as críticas que, ontem (3) levaram Rebelo a considerar os comentários feitos antes como “impertinentes e descabidos”, motivo pelo qual “o governo não aceitará mais o secretário-geral como interlocutor nesses assuntos da Fifa”. O ministro disse que vai conversar com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, para pedir um novo interlocutor, já que Välcke, segundo ele, não será mais recebido no país.
Durante entrevista coletiva concedida ontem num hotel de São Paulo, o ministro disse que o governo brasileiro não pode dialogar com um interlocutor que “emite declarações descuidadas e intempestivas”. Mas, em Londres, de acordo com a Rádio França Internacional, ao saber das declarações de Rebelo, o secretário-geral da Fifa respondeu ao ministro brasileiro com ironia e reafirmou que o país não está honrando os compromissos em relação à organização do evento, às construções dos estádios, além de outros atrasos.
Agora, se o problema é eu ter feito uma declaração, enquanto nada evoluiu nos últimos cinco anos...Eu disse exatamente o que está acontecendo no Brasil, onde as coisas não estão bem encaminhadas. Se o resultado disso é que agora o governo não quer mais falar comigo e nem trabalhar comigo, acho um pouco infantil”, disse Välcke ontem na capital britânica em resposta a Rebelo.
Välcke está participando em Londres da reunião do Conselho Legislador da Fifa e na sexta-feira disse que a construção de estádios e a infraestrutura de transportes e hotéis para a Copa no Brasil está atrasada, motivo pelo qual os organizadores precisavam de “um chute no traseiro”, pois o país está mais preocupado em ganhar a Copa do que em organiza-la.
O secretário-geral da Fifa também atacou o Congresso brasileiro, pelo que considera “discussões infindáveis” sobre a Lei Geral da Copa, que está em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda não teve sua votação concluída na Comissão Especial encarregada do projeto de lei encaminhado pelo governo.
Entre os temas polêmicos do projeto, está permissão da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante as partidas da Copa, abrindo uma exceção na legislação brasileira só para atender à Fifa, que tem uma indústria de bebidas entre os patrocinadores do Mundial. Na Comissão Especial da Câmara, três dos dez destaques de votação, que deverão ser apreciados terça-feira (6) destinam-se a impedir a liberação da bebida autorizada no texto do relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP).
Apesar das críticas que fez ao andamento dos preparativos para a Copa, o secretário-geral da Fifa disse na sexta-feira que não há um "plano B" para a Copa do Mundo de 2014 e o evento acontecerá no Brasil, mas que os torcedores podem sofrer. pois o Brasil] não tem hotéis suficientes em todos os lugares para recebe-los, com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro.
Por sua vez, o ministro Aldo Rebelo afirmou em sua entrevista coletiva que não há razão para que o Brasil não receba a Copa do Mundo, pois “o Brasil tem hoje a infraestrutura, a logística e a capacidade de realizar um evento dessa natureza” e a maior parte das obras dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo está seguindo o cronograma previsto.
As únicas obras que estão um pouco mais atrasadas com relação ao cronograma, de acordo com o ministro, são as dos estádios de Cuiabá, Manaus, Recife e do Rio de Janeiro. “Já as obras de mobilidade urbana, do total de 51 [obras previstas para serem realizadas], a previsão continua sendo a de entregar pelo menos 42 em 2013”.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Comissão da Copa adia para a tarde de hoje votação de liberação de bebida nos estádios
- Por Jorge Wamburg -
A Comissão Especial da Câmara encarregada de dar parecer sobre o PL 2330/11 – Projeto de Lei geral da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações de 2013 cancelou a reunião que deveria realizar hoje (29), pela manhã, e só vai se reunir às 14h00 para decidir sobre dez destaques de votação apresentados ontem (28), quando o substitutivo do relator Vicente Cândido (PT-SP) ao projeto do governo foi aprovado.
A reunião foi adiada devido à duas sessões extraordinárias da Câmara convocadas pelo presidente Marco Maia para votar, primeiro, seis medidas provisórias, a partir das 10h00, e em seguida, os destaques do projeto de lei 1992/07, que cria a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp).
Entre os artigos destacados para votação pela Comissão Especial da Copa em sua reunião de hoje, está o que permite a venda de bebida alcoólica nos estádios das nove cidades-sedes onde serão disputados os jogos da Copa de 2014 e nos locais das partidas da Copa das Confederações de 2013, além de todas chamadas “áreas de hospitalidade”, inclusive fora das cidades-sedes, como os locais de treinamento, comitês de imprensa e outras, por onde circularão torcedores, profissionais de mídias e o público em geral.
Esse artigo abre uma exceção na legislação do país, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol, por força do Estatuto do Torcedor, de leis estaduais e, no caso do campeonato brasileiro, de um acordo entre a CBF, promotora da competição, e o Ministério Público. Mas a permissão da venda de bebida será limitada às competições promovidas pela Fifa no Brasil e não liberará a bebida para as competições nacionais.
Mesmo assim, a resistências de muitos deputados da Comissão Especial aprovar o artigo, que é um dos principais pontos do acordo feito pelo ex-presidente Lula para conseguir, em 2007, a escolha do Brasil para sediar a Copa de 2014 e a Copa das Confederações. A aprovação da bebida é uma questão fundamental para a Fifa porque tem entre os patrocinadores das suas competições uma indústria de cerveja.
Depois de encerrada a votação do PL 2330/11 na Comissão Especial, o texto será votado no Plenário da Câmara. Se for aprovado, seguirá para o Senado. Caso receba emendas, terá que retornar à Comissão.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Relator apresenta hoje novo substitutivo para Lei Geral da Copa de 2014
- Por Jorge Wamburg -
Brasília – O relator do projeto de lei 2330/11 – a Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 e Copa das Confederações de 2013 – deputado Vicente Cândido (PT-SP) entregou ontem, 27/2, à Comissão Especial da Câmara encarregada de dar parecer sobre o projeto do Executivo um novo substitutivo, que deverá ser votado hoje (28) pela Comissão, em reunião marcada para as 14h30.
O novo texto apresentará modificações no substitutivo que o relator havia entregue à Comissão no início do mês e que deveria ter saído votado no último dia 14, quando a reunião foi adiada a pedido dele exatamente para modificar o seu texto, para atender a Fifa e ao governo, que não ficaram satisfeitos com as alterações feitas na proposta inicial do Executivo.
As mudanças feitas por Cândido ainda não são conhecidas, mas há diversos pontos polêmicos no projeto, como a questão da meia-entrada para estudantes e idosos, que acabou virando uma nova categoria de ingressos, ao custo de R$ 50. O ingresso atenderá também a outros grupos sociais como índios e beneficiários do Bolsa Família, segundo o substitutivo elaborado por Vicente Cândido.
Outra questão que envolve os interesses da Fifa e foi alvo de mudanças no Texto é a permissão da venda de cerveja nos estádios das 12 cidades-sedes onde serão realizados os jogos da Copa de 2014 e também nos locais de jogos da Copa das Confederações. O relator incluiu no substitutivo uma exigência de que a bebida seja vendida apenas em copos de papel fechados.
Também há divergências quanto aos direitos da Fifa sobre o marketing dos eventos, que daria à entidade o poder de exclusividade de venda dos seus produtos nas imediações dos estádios, obrigando todo o comércio já existente nas adjacências a fechar as portas ou vender apenas os produtos licenciados pela Fifa.
As polêmicas não envolvem apenas a Fifa o governo e a Comissão Especial da Câmara, onde há reação ainda contra normas do projeto que obrigam o governo a indenizar a Fifa mesmo que ocorram prejuízos em que a União não tenha responsabilidade. E uma outra polêmicos são as alterações que o Código Penal deverá sofrer para punir infrações aos direitos da Fifa, com a criação de multas e penas de prisão exclusivamente para serem aplicadas durante as competições patrocinadas pela Fifa.
Brasília – O relator do projeto de lei 2330/11 – a Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 e Copa das Confederações de 2013 – deputado Vicente Cândido (PT-SP) entregou ontem, 27/2, à Comissão Especial da Câmara encarregada de dar parecer sobre o projeto do Executivo um novo substitutivo, que deverá ser votado hoje (28) pela Comissão, em reunião marcada para as 14h30.
O novo texto apresentará modificações no substitutivo que o relator havia entregue à Comissão no início do mês e que deveria ter saído votado no último dia 14, quando a reunião foi adiada a pedido dele exatamente para modificar o seu texto, para atender a Fifa e ao governo, que não ficaram satisfeitos com as alterações feitas na proposta inicial do Executivo.
As mudanças feitas por Cândido ainda não são conhecidas, mas há diversos pontos polêmicos no projeto, como a questão da meia-entrada para estudantes e idosos, que acabou virando uma nova categoria de ingressos, ao custo de R$ 50. O ingresso atenderá também a outros grupos sociais como índios e beneficiários do Bolsa Família, segundo o substitutivo elaborado por Vicente Cândido.
Outra questão que envolve os interesses da Fifa e foi alvo de mudanças no Texto é a permissão da venda de cerveja nos estádios das 12 cidades-sedes onde serão realizados os jogos da Copa de 2014 e também nos locais de jogos da Copa das Confederações. O relator incluiu no substitutivo uma exigência de que a bebida seja vendida apenas em copos de papel fechados.
Também há divergências quanto aos direitos da Fifa sobre o marketing dos eventos, que daria à entidade o poder de exclusividade de venda dos seus produtos nas imediações dos estádios, obrigando todo o comércio já existente nas adjacências a fechar as portas ou vender apenas os produtos licenciados pela Fifa.
As polêmicas não envolvem apenas a Fifa o governo e a Comissão Especial da Câmara, onde há reação ainda contra normas do projeto que obrigam o governo a indenizar a Fifa mesmo que ocorram prejuízos em que a União não tenha responsabilidade. E uma outra polêmicos são as alterações que o Código Penal deverá sofrer para punir infrações aos direitos da Fifa, com a criação de multas e penas de prisão exclusivamente para serem aplicadas durante as competições patrocinadas pela Fifa.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Lei da Copa tem votação marcada na Câmara para dia 28
- Por Jorge Wamburg -
A discussão e votação do parecer do relator, deputado Vicente Cândido, (PT-SP) ao PL 2330/11 - Projeto de Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 – na Comissão Especial da Câmara criada para analisar a proposta do Executivo está prevista para a próxima terça-feira (28), às 14h30, depois de ter sido adiada desde o último dia 14, a pedido de Cândido.
O parecer do relator já havia sido entregue à Comissão e publicado no portal da Câmara na internet, mas a assessoria de Vicente Cândido informou que ele pediu o adiamento da votação para fazer ajustes no texto, que seriam discutidos com o governo e a Federação Internacional de Futebol (Fifa), organizadora da Copa de 2014 e da Copa das Confederações em 2013, que também faz parte do projeto.
No substitutivo ao projeto do governo encaminhado ao Congresso Nacional, Vicente Cândido alterou pontos do texto original encaminhado pelo governo, para cumprir os acordos entre o governo e a Fifa sobre a Copa, mas, mesmo assim, permaneceram divergências em alguns pontos do projeto.
Uma das maiores polêmicas do projeto foi a discussão sobre a meia-entrada para estudantes e idosos, que acabou virando uma nova categoria de ingressos. Essa categoria custará R$ 50 e atenderá também a outros grupos sociais como índios e participantes do Bolsa Família, segundo o substitutivo elaborado por Vicente Cândido.
Outro ponto polêmico é a permissão para a venda de cerveja nos estádios das 12 cidades-sede da Copa de 2014, que o relator incluiu no projeto para atender à Fifa. Há também muita contestação à inclusão, no projeto, de alterações no Código Penal para punir, com prisão e multa, quem violar os direitos exclusivos da Fifa sobre o marketing da Copa do Mundo.
A discussão e votação do parecer do relator, deputado Vicente Cândido, (PT-SP) ao PL 2330/11 - Projeto de Lei Geral da Copa do Mundo de 2014 – na Comissão Especial da Câmara criada para analisar a proposta do Executivo está prevista para a próxima terça-feira (28), às 14h30, depois de ter sido adiada desde o último dia 14, a pedido de Cândido.
O parecer do relator já havia sido entregue à Comissão e publicado no portal da Câmara na internet, mas a assessoria de Vicente Cândido informou que ele pediu o adiamento da votação para fazer ajustes no texto, que seriam discutidos com o governo e a Federação Internacional de Futebol (Fifa), organizadora da Copa de 2014 e da Copa das Confederações em 2013, que também faz parte do projeto.
No substitutivo ao projeto do governo encaminhado ao Congresso Nacional, Vicente Cândido alterou pontos do texto original encaminhado pelo governo, para cumprir os acordos entre o governo e a Fifa sobre a Copa, mas, mesmo assim, permaneceram divergências em alguns pontos do projeto.
Uma das maiores polêmicas do projeto foi a discussão sobre a meia-entrada para estudantes e idosos, que acabou virando uma nova categoria de ingressos. Essa categoria custará R$ 50 e atenderá também a outros grupos sociais como índios e participantes do Bolsa Família, segundo o substitutivo elaborado por Vicente Cândido.
Outro ponto polêmico é a permissão para a venda de cerveja nos estádios das 12 cidades-sede da Copa de 2014, que o relator incluiu no projeto para atender à Fifa. Há também muita contestação à inclusão, no projeto, de alterações no Código Penal para punir, com prisão e multa, quem violar os direitos exclusivos da Fifa sobre o marketing da Copa do Mundo.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Vasco tem que explicar falta de médico no CT de Itaguaí onde juvenil de 14 anos morreu
- Por Jorge Wamburg -
O Vasco está na obrigação de dar explicações imediatas sobre as circunstâncias da morte de um adolescente de 14 anos durante treinamento no CT de Itaguaí, cidade que fica a 69 quilômetros do Rio de Janeiro e onde a chamada “base” do clube é obrigada a treinar diariamente.
Segundo a notícia divulgada hoje (9) pelo jornal O Globo, o rapaz era da categoria juvenil sofreu uma convulsão durante o treino disputado sob forte calor, e morreu lá mesmo, no CT, onde “não havia nenhum médico do Vasco para socorrê-lo”.
Agora, a pergunta que não quer calar: por que treinar em Itaguaí, tão longe do clube que nem médico vai lá? A resposta, de acordo com o Globo, é que “o Centro de Treinamento de Itaguaí pertence ao ex-lateral esquerdo vascaíno Pedrinho Vicençote, hoje empresário de jogadores, e o Vasco cede \a ele 10% dos direitos sobre jogadores da base, como forma de pagamento pelo uso das instalações, mas agora o clube está querendo pagar aluguel para não ficar refém de Pedrinho”.
O jornal explica ainda que os times da “base” do Vasco treinam em Itaguaí porque o projeto do CT de Maricá ainda não saiu do papel. O projeto do clube é ter um CT com seis campos de futebol, alojamentos, refeitórios e lavanderia, além de uma escola com capacidade para cerca de mil alunos.
O Vasco está na obrigação de dar explicações imediatas sobre as circunstâncias da morte de um adolescente de 14 anos durante treinamento no CT de Itaguaí, cidade que fica a 69 quilômetros do Rio de Janeiro e onde a chamada “base” do clube é obrigada a treinar diariamente.
Segundo a notícia divulgada hoje (9) pelo jornal O Globo, o rapaz era da categoria juvenil sofreu uma convulsão durante o treino disputado sob forte calor, e morreu lá mesmo, no CT, onde “não havia nenhum médico do Vasco para socorrê-lo”.
Agora, a pergunta que não quer calar: por que treinar em Itaguaí, tão longe do clube que nem médico vai lá? A resposta, de acordo com o Globo, é que “o Centro de Treinamento de Itaguaí pertence ao ex-lateral esquerdo vascaíno Pedrinho Vicençote, hoje empresário de jogadores, e o Vasco cede \a ele 10% dos direitos sobre jogadores da base, como forma de pagamento pelo uso das instalações, mas agora o clube está querendo pagar aluguel para não ficar refém de Pedrinho”.
O jornal explica ainda que os times da “base” do Vasco treinam em Itaguaí porque o projeto do CT de Maricá ainda não saiu do papel. O projeto do clube é ter um CT com seis campos de futebol, alojamentos, refeitórios e lavanderia, além de uma escola com capacidade para cerca de mil alunos.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Bestialidade do UFC não é esporte, mesmo com Galvão Bueno
- Por Jorge Wamburg -
Uma das coisas mais deprimentes nos meios de comunicação brasileiros atualmente é o espaço aberto para esse famigerado esquema de lutas de UFC e outras siglas idiotas que estavam restritas ao SporTV, mas agora já chegaram à TV Globo, com a narrtação do Galvão Bueno pra aumentar a audiência (se é que aumenta).
Claro que há todo um esquema comercial internacional por trás desse festival de bestialidade e a Globo resolveu faturar os milhões de dólares que rolam negócio, abrindo espaço também no seu jornalão para noticiar esses “duelos” e promover os brutamontes que participam como se fossem verdadeiros heróis nacionais.
Isso vai rolar até o dia em que alguém morrer ou sair aleijado do "Octógono", como é chamada a jaula onde essas feras se enfrentam. Aí, vão fazer matérias tirando o corpo fora, dizendo que os lutadores, o juiz, o público é que foram culpados e outras baboseiras que a TV do Jardim Botânico vai alegar pra livrar a sua responsabilidade.
A verdade é que essas lutas não têm nada a ver com esporte. São é mais um exemplo – péssimo, principalmente para as crianças – de selvageria num país onde a violência já faz parte do nosso dia a dia. Elas não têm nada a ver com boxe, judô e outras modalidades de luta que têm um conteúdo esportivo e respeitoso entre os adversários.
O vale-tudo de Vitor Belfort, Anderson Silva, Rodrigo Minotauro e outros valentões não passa de briga de rua que a televisão está glamourizando com a sua insaciável vocação para valorizar o que não presta.
O pior é que tudo isso está ocorrendo sem que o Ministério da Justiça dê a menor bola para a péssima influência que podem ter sobre crianças e adolescentes esses duelos, em que os sujeitos só faltam levar facas pra enfiar no adversário. Mas um dia, quem sabe, eles chegam lá...
Uma das coisas mais deprimentes nos meios de comunicação brasileiros atualmente é o espaço aberto para esse famigerado esquema de lutas de UFC e outras siglas idiotas que estavam restritas ao SporTV, mas agora já chegaram à TV Globo, com a narrtação do Galvão Bueno pra aumentar a audiência (se é que aumenta).
Claro que há todo um esquema comercial internacional por trás desse festival de bestialidade e a Globo resolveu faturar os milhões de dólares que rolam negócio, abrindo espaço também no seu jornalão para noticiar esses “duelos” e promover os brutamontes que participam como se fossem verdadeiros heróis nacionais.
Isso vai rolar até o dia em que alguém morrer ou sair aleijado do "Octógono", como é chamada a jaula onde essas feras se enfrentam. Aí, vão fazer matérias tirando o corpo fora, dizendo que os lutadores, o juiz, o público é que foram culpados e outras baboseiras que a TV do Jardim Botânico vai alegar pra livrar a sua responsabilidade.
A verdade é que essas lutas não têm nada a ver com esporte. São é mais um exemplo – péssimo, principalmente para as crianças – de selvageria num país onde a violência já faz parte do nosso dia a dia. Elas não têm nada a ver com boxe, judô e outras modalidades de luta que têm um conteúdo esportivo e respeitoso entre os adversários.
O vale-tudo de Vitor Belfort, Anderson Silva, Rodrigo Minotauro e outros valentões não passa de briga de rua que a televisão está glamourizando com a sua insaciável vocação para valorizar o que não presta.
O pior é que tudo isso está ocorrendo sem que o Ministério da Justiça dê a menor bola para a péssima influência que podem ter sobre crianças e adolescentes esses duelos, em que os sujeitos só faltam levar facas pra enfiar no adversário. Mas um dia, quem sabe, eles chegam lá...
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Ministro visita obras do estádio da Copa em Natal
- Por Jorge Wamburg -
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, visita na próxima segunda-feira (6), às 15h30, a Arena das Dunas, em Natal.
A viagem faz parte das visitas às cidades-sede que ele está fazendo para conferir as obras dos estádios da Copa do Mundo de 2014. Após percorrer as obras, ainda no estádio, Aldo dará uma coletiva à imprensa, às 16h15.
Nesta sexta-feira (3) o ministro visitou as obras da Arena Amazônia em Manaus, e disse que leva a melhor impressão possível do estádio, segundo ele um dos mais bonitos da Copa do Mundo de 2014: “É a sexta arena que visito e, para mim, a mais bonita esteticamente. Parabéns ao projeto arquitetônico porque de fato a arena está à altura do Brasil e da Copa”.
Em uma apresentação do projeto, antes da visita às obras, a construtora responsável pela arena de Manaus informou que 35% do projeto está concluído. Aldo assumiu o compromisso de voltar a cada três meses ao estádio para acompanhar o andamento das obras.
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, visita na próxima segunda-feira (6), às 15h30, a Arena das Dunas, em Natal.
A viagem faz parte das visitas às cidades-sede que ele está fazendo para conferir as obras dos estádios da Copa do Mundo de 2014. Após percorrer as obras, ainda no estádio, Aldo dará uma coletiva à imprensa, às 16h15.
Nesta sexta-feira (3) o ministro visitou as obras da Arena Amazônia em Manaus, e disse que leva a melhor impressão possível do estádio, segundo ele um dos mais bonitos da Copa do Mundo de 2014: “É a sexta arena que visito e, para mim, a mais bonita esteticamente. Parabéns ao projeto arquitetônico porque de fato a arena está à altura do Brasil e da Copa”.
Em uma apresentação do projeto, antes da visita às obras, a construtora responsável pela arena de Manaus informou que 35% do projeto está concluído. Aldo assumiu o compromisso de voltar a cada três meses ao estádio para acompanhar o andamento das obras.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Torcedor estrangeiro terá roteiros turísticos para intervalos dos jogos da Copa
- Por Jorge Wamburg -
O turista estrangeiro terá uma oferta de roteiros que poderá visitar durante o intervalo dos jogos, a partir da sede em que a sua seleção vai jogar, durante a Copa do Mundo de 2014, elaborado em conjunto pelo Ministério do Turismo e a Embratur, e que poderá ser ampliado conforme o interesse de outras cidades em participar.
A informação foi dada hoje pelo ministro do Turismo, Gastão Vieira, ao participar HOJE (12) do programa Bom Dia Ministro, transmitido em rede para todo o país pela Rádio Nacional AM de Brasília e a TV NBR, “Nós fizemos uma primeira seleção de roteiros que teve uma enorme repercussão e existem vários pedidos de outros destinos para entrar nesse roteiro. Estamos fazendo um trabalho permanente de atualização e esperamos, dentro do menor prazo possível, divulgar aquele que será o reitero oficial, combinado pelo Ministério do Turismo com o Ministério do Esporte, a Fifa e demais entidades envolvidas com a Copa do Mundo”, disse o ministro do Turismo.
“Este roteiro” - acrescentou o ministro – “terá o selo da Copa para o turista estrangeiro que vier ao Brasil assistir ao Mundial de 2014, e que nós estimamos em 600 mil pessoas”. Segundo ele, não existe um prazo, mas sim critérios para a participação das cidades no roteiro da Copa, como distâncias rodoviária e aérea das localidades dos jogos.
O roteiro Copa será baseado num trabalho antigo do Ministério sobre os 65 destinos turísticos do país, explicou Gastão Vieira. Sobre a preparação da infraestrutura do país para o Mundial de 2014, o ministro do Turismo garantiu que a situação é tranqüila.
“Temos a convicção de que tudo vai estar pronto no momento certo para o início da Copa do Mundo e alguns equipamentos de infraestrutura, bem antes. Os estádios, por exemplo, na sua maioria, vão estar prontos um ano antes. Os problemas são muito pontuais e serão resolvidos dentro do prazo estabelecido”, garantiu o ministro Gastão Vieira.
O turista estrangeiro terá uma oferta de roteiros que poderá visitar durante o intervalo dos jogos, a partir da sede em que a sua seleção vai jogar, durante a Copa do Mundo de 2014, elaborado em conjunto pelo Ministério do Turismo e a Embratur, e que poderá ser ampliado conforme o interesse de outras cidades em participar.
A informação foi dada hoje pelo ministro do Turismo, Gastão Vieira, ao participar HOJE (12) do programa Bom Dia Ministro, transmitido em rede para todo o país pela Rádio Nacional AM de Brasília e a TV NBR, “Nós fizemos uma primeira seleção de roteiros que teve uma enorme repercussão e existem vários pedidos de outros destinos para entrar nesse roteiro. Estamos fazendo um trabalho permanente de atualização e esperamos, dentro do menor prazo possível, divulgar aquele que será o reitero oficial, combinado pelo Ministério do Turismo com o Ministério do Esporte, a Fifa e demais entidades envolvidas com a Copa do Mundo”, disse o ministro do Turismo.
“Este roteiro” - acrescentou o ministro – “terá o selo da Copa para o turista estrangeiro que vier ao Brasil assistir ao Mundial de 2014, e que nós estimamos em 600 mil pessoas”. Segundo ele, não existe um prazo, mas sim critérios para a participação das cidades no roteiro da Copa, como distâncias rodoviária e aérea das localidades dos jogos.
O roteiro Copa será baseado num trabalho antigo do Ministério sobre os 65 destinos turísticos do país, explicou Gastão Vieira. Sobre a preparação da infraestrutura do país para o Mundial de 2014, o ministro do Turismo garantiu que a situação é tranqüila.
“Temos a convicção de que tudo vai estar pronto no momento certo para o início da Copa do Mundo e alguns equipamentos de infraestrutura, bem antes. Os estádios, por exemplo, na sua maioria, vão estar prontos um ano antes. Os problemas são muito pontuais e serão resolvidos dentro do prazo estabelecido”, garantiu o ministro Gastão Vieira.
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