domingo, 6 de janeiro de 2013

Quem será o verdadeiro Pato do futebol brasileiro?

O Corinthians gastou R$ 40 milhões para contratar Alexandre Pato, um jogador que tem tudo para dar duas alegrias à sua torcida: a primeira, quando entra, já aconteceu; a segunda, pode até demorar, mas é quando sai. 
Tenho certeza que isso vai acontecer, porque acaba de ocorrer no Milan, de onde ele está vindo para o Corinthians sem nunca ter justificado o investimento e a expectativa dos italianos.

Em dois anos na Itália, foram 16 lesões. No último semestre, dos 25 jogos do Milan participou de apenas sete. Ou seja, menos de 30% das partidas disputadas pelo time. Que, ao final da temporada, o colocou à venda sem a menor cerimônia, para tentar diminuir o prejuízo. Não apareceu ninguém para comprar, a não ser o Corinthians, que ganhou os dois principais títulos que disputou no ano passado sem ele, a Libertadores e o Mundial de clubes.

Portanto, o time de Tite não precisou do Pato para ser campeão. E agora, com ele no time, vai precisar? Não acredito. Pode é arrumar um problema, pois apesar de pouco jogar por contusão, ele vivia reclamando quando ficava na reserva do Milan.
Pra justificar o dinheiro torrado com o Pato, o Corinthians tentou enganar a imprensa e a torcida, dizendo que seu departamento médico vinha monitorando o jogador há seis meses e o que ele teve foram “apenas” lesões musculares. “Acontece”, disse um cartola. Mas 16 vezes, Cara Pálida?

Em 2012, pato jogou apenas 16 vezes pelo Milan durante todo o ano, e só marcou 3  gols, sendo 2 pela Liga dos Campeões da Europa (cinco partidas) e um pelo campeonato italiano (11 partidas). Sua melhor temporada na Itália foi a primeira (2010/11), quando disputou 33 jogos e marcou 16 gols.
A produção começou a cair na temporada 2011/12: só jogou 18 partidas e marcou quatro gols.
É bom lembrar que o Pato foi convocado várias vezes para a seleção brasileira e, apesar de marcar alguns gols, nunca conseguiu se firmar como titular. Foram 22 jogos e nove gols, entre 2008 e 2012, nada de muito especial, considerando-se que alguns adversários eram só pra cumprir calendário.

Por tudo isso, essa contratação tão cara pode ser mais uma prova de que os “donos” dos clubes de futebol no Brasil torram dinheiro à toa  porque não sai do bolso deles e não têm que prestar contas das suas loucuras a ninguém, pois nada é fiscalizado (os tais “Conselhos Fiscais” são só pra inglês ver. E fica uma pergunta, que não quer calar:

No final do ano, quem será o verdadeiro PATO nessa história, o Alexandre ou o Corinthians?

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